Cartografar a alma. Materializar o instantâneo, cristalizar as síncopes cardíacas do universo em polaroids de fino grão. A narrativa infindável do ser estruturada em padrões recorrentes de sentir. Navegação com bússola sem norte, abraço do instinto, cavalgada na busca incessante da veracidade última da experiência. Estados sobrepõem-se em camadas de pedra solúveis num passo de marcha marcado pelo tempo; o famoso tripé da existência impõe a sua sensata ditadura. Nascer, viver, morrer, criança, homem, velho, manhã, tarde, noite, inferno, purgatório, paraíso. Banhamo-nos uma vez mais na água sagrada do rio Lete e, embriagados pelo fim da memória, abraçamos com espírito renovado o renascer da força. É tempo de recomeçar.
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