Perdi-me num sonho impossível. Não sei se foi o mar que me enganou, os pássaros que me iludiram, os ventos que me confundiram. O teu perfume que me desorientou. Acordei assim, perdido, a naufragar sobre um lago cristalino que soletrava palavras de cor doce. Pois que fazer? A bússola perdera-a nos teus olhos, o mapa na tua voz. A alma nas tuas mãos. Decidi fechar os olhos e entregar-me, abandonado, ao teu olhar. Quem sabe, quando os meus olhos de novo se abrirem, te reencontrem onde se perderam.
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